Procurem também dar ênfase nas inovações que estão ocorrendo no setor financeiro/bancário.
A inovação bancária é um tema novo e muito carente de estudos. Não restringe-se apenas no lado interno dos bancos, mas também no externo, formando o processo de inovação e exigindo que as instituições fiquem atentas para as ameaças e as oportunidades do ambiente bancário. Não existe um padrão de inovação a ser seguido no setor bancário. As inovações ganham vantagem no tempo de lançamento, mas as melhorias continuam, tanto nos produtos ou serviços bancários, não podendo estagnar diante do mercado bancário.
È preciso conhecer o impacto das inovações no ambiente bancário sobre o atendimento ao cliente, para que elas sejam ampliadas, aprimoradas ou modificadas, afinal o sucesso de uma empresa está diretamente relacionado à percepção do mercado quanto à imagem dela, no que concerne a conceitos de capacidade e habilidade, confiabilidade e qualidade.
Algumas constituem novos modelos de empresas, outras, apenas novas formas de tratar os clientes...
Confiram, por exemplo:
- Setor bancário investe em novidades para Geração Y - Geração Y
- Bankinter: um novo conceito de cliente - Bankiter - 1Bankiter-2
- Sugiro ainda incluir algo sobre o microcrédito - uma tendência muito oportuna e promissora no mercado financeiro.
Vejam, o exemplo do "Crediamigo" - Bom trabalho!
Luciel H. de Oliveira
Crediamigo une juro e risco baixos
VALOR ECONOMICO - Adriana Cotias, de São Paulo
24/05/2010
Com mais de 570 mil clientes ativos e uma carteira de crédito de R$ 510 milhões, o Crediamigo, do Banco do Nordeste (BNB), firmou-se como o maior programa de microcrédito brasileiro e segundo da América Latina. Graças a uma capilaridade de 2,5 mil agentes de crédito, ligados ao Instituto Nordeste Cidadania - Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip) -, a instituição consegue reduzir o risco da sua operação. No fim de abril, a inadimplência era de 1,22%, abaixo até da média do consignado, garantido pelo desconto em folha de pagamento. Em dezembro de 2008, em plena crise de crédito, os atrasos da carteira do Crediamigo equivaliam a 1,13% do saldo.
Conforme explica o gerente de ambiente do BNB, Marcelo Azevedo Teixeira, tal eficiência é possível pela metodologia de concessão, facilitada pela presença em campo dos agentes de crédito. Eles cumprem o papel de entender as necessidades de cada localidade e incentivam a formação de grupos de microempreendedores. Compostos por três a 30 pessoas, esses grupos não só recebem os recursos conjuntamente, como também dão aval solidário à operação. "Há um atendimento personalizado, os agentes são remunerados por resultado. Enquanto no grupo solidário há uma seleção social importante, as pessoas têm que confiar umas nas outras, há uma cobrança mútua. Quando um não tem o dinheiro para pagar, o outro cobre."
Com a inadimplência baixa, os juros oscilam de 0,99% a 3% ao mês. O "funding" vem do repasse de 2% dos recursos captados em depósitos à vista por instituições que não operam o microcrédito. O custo equalizado é de 4,5% ao ano, bem abaixo do CDI. "O Crediamigo é uma operação de mercado sustentável, que dá retorno para o banco", diz
A obrigatoriedade de destinação de 2% dos depósitos à vista para o microcrédito foi instituída em 2003, mas pelos últimos dados do BC ainda há uma sobra de R$ 1,3 bilhão em recursos, que são recolhidos pela autoridade monetária sem nenhuma remuneração.
O HSBC é um dos novos participantes desse segmento e fechou com o BNB a sua primeira operação de microcrédito em fevereiro. O orçamento prevê destinar R$ 820 milhões a iniciativas de microfinanças, segundo Mayu Ávila, diretora de sustentabilidade corporativa do banco inglês. "Desde 2005, temos operações na Índia, nas Filipinas, no México e na Rússia. No Brasil a ideia é trabalhar no crédito rural."
No BNB, o Agroamigo replica, há cinco anos, a experiência do Crediamigo no agronegócio. Apoiado pelo Pronaf, conta com a assessoria de 600 técnicos agrícolas e já desembolsou R$ 1,2 bilhão em 930 mil contratos de empréstimos. Para 2010, estão previstos mais R$ 800 milhões, segundo o superintendente da área de agricultura familiar e microfinanças rural, Luís Sérgio Farias Machado.
Este texto procura analisar a atividade bancária brasileira apresentando influências economicas e concorrências (entrada de concorrência externa) que modelaram o setor nas últimas décadas. Ao mesmo tempo em que busca atingir estes objetivos, o presente trabalho preza também por apresentar as tendências dos próximos anos no setor bancário brasileiro.
A partir da década de 70 até meados da década de 90 pode-se afirmar de modo geral que o setor bancário brasileiro teve uma elevada participação no PIB decorrente das altas taxas de inflação que se mantiveram durante o período, um alto grau de concentração bancária e uma extensa participação do setor público no meio bancário através de bancos federais e estaduais. Neste período os bancos se utilizavam da alta inflação e da crise fiscal e financeira do Estado obtendo ganhos através de arbitragem inflacionária e do financiamento da divida publica que crescia. Até parte da década de 60, se utilizando da constituição de 1946, o Brasil eliminou as diferenças entre bancos nacionais e estrangeiros e a partir da reforma financeira de 1964, foi estabelecido barreiras para entrada de concorrência estrangeira no país como por exemplo, a necessidade de decreto do Poder Executivo para a entrada de bancos estrangeiros o que dificultou um pouco a atuação concorrencial externa dentro do mercado brasileiro. Ainda na década de 70 o setor bancário brasileiro passou por uma onda de fusões e aquisições incentivadas pelo governo através de medidas que tinham como objetivo o crescimento do setor industrial através da utilização da capacidade ociosa e a diminuição do processo concorrencial entre as instituições financeiras que colocavam moeda em demasia na economia. Neste período pode-se também citar a grande expansão tecnológica (principalmente na décadas de 90) que teve o setor investindo na tecnologia da informação para diminuir custos e melhorar os serviços prestados, possibilitando aumentar o alcance dos bancos as mais variadas formas de clientes.
O texto está organizado da seguinte forma. O capitulo 2 examina as principais questões econômicas que modelaram o atual panorama do setor bancário, o capitulo 3 analisa o processo de entrada de concorrência estrangeira no setor bancário brasileiro e o capítulo 4 apresenta uma perspectiva para o setor bancário brasileiro frente os 2 aspectos analisados nos capítulos anteriores.
2. PANORAMA DO SETOR BANCÁRIO FRENTE À CONJUNTURA ECONOMIA BRASILEIRA
Pode-se dizer que o sistema financeiro brasileiro nas últimas décadas experimentou um panorama econômico bipolar, em um primeiro momento, uma economia onde a inflação era uma constante, e através dessa, se utilizando de arbitragem inflacionária o setor bancário cresceu enormemente. O outro lado do panorama econômico vivido pelo setor bancário se refere ao período de baixa inflação proporcionado mais recentemente pela implantação do plano real que conseguiu diminuir e estabilizar a inflação.
Até a implantação do plano real o Brasil sempre conviveu em um ambiente de inflação elevada, neste período, o setor bancário aproveitou para crescer tanto no que diz respeito à receitas (lucratividade) como em sua estrutura física, sendo esta expandida em muitas vezes. Neste mesmo período o setor atingiu grande rentabilidade utilizando-se da arbitragem inflacionária para obter ganhos através de floats e de spreads das intermediações financeiras (DE PAULA). Basicamente os ganhos com floats derivavam-se da aplicação dos saldos que não eram remunerados pelos bancos e que davam um retorno próximo a correção monetária da época. Além da inflação elevada da época, o desempenho do setor bancário neste período obteve ajuda das mudanças institucionais promovidas pelo governo, citando a reforma financeira de 1964 que através de uma política de estabilização e de olho no longo prazo promovida pelo Plano de Ação Estratégica do Governo (PAEG) que desenvolveu a poupança (como forma de combate à inflação de demanda da época), e promoveu a especialização bancária, se utilizando do modelo americano que continha um alto grau de segmentação das instituições financeiras baseando-se no seu objetivo de operação, a idéia principal da segmentação era que com maior especialização, as instituições financeiras conseguiriam aperfeiçoar suas ações e objetivos melhorando e ajustando – se as demandas recorrentes da época com uma melhor eficiência.
O nível de especialização pretendido pelo governo não foi alcançado pelo setor financeiro e as instituições financeiras além de não alcançarem o grau de segmentação desejado começaram a formar conglomerados (informais) o que resultaria em 1988 através do Conselho Monetário Nacional (CMN) e da resolução n. 1.524 da reforma a criação dos bancos múltiplos que nada mais era do que os conglomerados financeiros anteriores agora legalmente embasados, assim, o setor passou do modelo anglo-saxão especializado para o modelo alemão que objetivava a universalização das operações bancárias.
Neste período, com a inflação elevada, um crescente desequilíbrio fiscal do Estado e planos de estabilização sucessivamente fracassando forçaram o governo a emitir papéis em condições bastante adversas que proporcionaram ao setor bancário brasileiro uma acentuada rentabilidade através do financiando do setor público e ainda restringindo o crédito ao setor privado em primeiro lugar pela maior facilidade com ganhos sobre a inflação e sobre o Estado, e em segundo lugar por causa da inflação elevada da época que restringia o crédito de médio e longo prazo, como se não bastasse, neste momento o mercado era relativamente fechado o que contribuía para a fraca concorrência e oligopolizaçao do setor.
Com a mudança de níveis inflacionários a partir da implantação bem sucedida do plano real, o setor bancário brasileiro teve que se deparar com um processo enorme de reestruturação, dado que a receita através de arbitragem inflacionária (o que antes compunha significativamente grande parte do lucro do setor) foi altamente reduzida, fato este que contribuiu para o setor passar por um ajuste tanto operacional como estrutural como forma de possibilitar a nova realidade bancária brasileira (DE PAULA). Neste período inicia-se um grande processo de fusões e aquisições e de intervenções do banco central justamente porque muitos bancos criados apenas para explorar a oportunidade de ganhos através da arbitragem inflacionária acabaram tendo sérios problemas de liquidez (alguns até mesmo tiveram que ser fechados). A redução da receita inflacionária neste período passou de 4,2% (relativo ao PIB) em 1993 para 0,0% em 1995, fato que levou os bancos a procurar outras formas de receitas, sendo estas através de spreads de intermediações financeiras, aplicações em títulos e valores mobiliários e principalmente prestação de serviços através da cobrança de tarifas bancárias, esta última dobrando na receita total do setor bancário já em 1994 (DE PAULA).
Com o crescimento econômico, e o fim das elevadas taxas de inflação, o crédito ao setor privado aumentou significativamente neste período, este fato levou o governo (com detrimento a grandes quantidades de moeda na economia, pois esta poderia gerar um surto inflacionário) a colocar restrições sobre tal oferta de crédito através de reserva de depósitos a vista e a prazo, além da criação do depósito compulsório sobre os empréstimos concedidos pelos bancos, como é mostrado, no gráfico a seguir, a taxa de compulsório sobre depósitos a vista no Brasil nos dias atuais é imensamente superior a de outros países, resultado este de um rígido controle sobre a quantidade de moeda no mercado.
Em 1995 a crise mexicana causou um aumento das taxas de juros do país, e assim, reverteu o ritmo atual de crescimento econômico da época, o aumento da taxa de juros causou um aumento bastante expressivo da inadimplência e juntamente com o fechamento de alguns bancos de expressivo tamanho começou a possibilitar o panico e contágio no sistema financeiro. Neste momento com o crescente risco de uma crise bancária foi lançado o PROER, um programa para financiamento (através do compulsório detido pelo Banco Central) que possibilitou a incorporação de instituições financeiras em dificuldades por bancos mais sólidos.
Após o controle da crise, um novo processo no setor foi iniciado, através das privatizações de bancos públicos (que não geravam lucro e eram utilizados como instrumento político de financiamento do Estado (principalmente governos estaduais – caso do Banespa)). Alem disso, nesta mesma época aumentou a entrada de bancos estrangeiros no país (e na América Latina), principalmente através de participações e controle em bancos brasileiros. Estes foram sistematicamente incentivados pelas possibilidades de expansão do mercado varejista e do crédito ao setor privado que era bastante inferior ao mercado de economias desenvolvidas, e pela concorrência em escala mundial que fez com que estes buscassem novos mercados.
Atualmente o crédito disponibilizado, influenciado principalmente pela diminuiçao da taxa de juros, tem aumentado quase que constantemente como é mostrado na figura a seguir a proporçao do crédito em termos de PIB brasileiro.
Fonte: BACEN
Elaboraçao: FEBRABAN
Nota: Estimativas do Bacen, a partir de dados do IBGE, com base no IGP-DI centrado.
A atual situação econômica proporciona uma manutenção do cenário de competição dos bancos no país, com um diferencial aonde alguns bancos privados nacionais vêm expandindo-se muito mais agressivamente que alguns bancos estrangeiros num processo de ampliação e consolidação ainda maior.
3. CONCORRENCIA EXTERNA NO SETOR BANCÁRIO BRASILEIRO
Até a década de 60 o mercado bancário brasileiro possibilitou o acesso facilitado para bancos estrangeiros no país, tal panorama foi principalmente fornecido pela constituição de 1946 que instituiu a não distinção entre os bancos nacionais e estrangeiros, e ainda permitiu o controle exclusivo de instituiçoes financeiras por bancos estrangeiros. A partir da reforma de 1964 este cenário foi reformulado, onde o governo colocou algumas barreiras para entrada de concorrência externa no mercado bancário como, por exemplo, a necessidade de decreto do poder executivo para que um banco estrangeiro pudesse entrar no país. Apesar das restrições impostas na década de 60 a participação de bancos estrangeiros no setor bancário na década de 70 quase dobrou, passando de 80 para 146 (CORAZZA, OLIVEIRA).
A partir do final da década de 80 através da reforma bancária promovida pela constituição federal de 1988, onde foi realizada a criação dos bancos múltiplos, praticamente foi proibido o acesso de bancos estrangeiros no setor bancário brasileiro, mas esta restrição deixou aberta a possibilidade da entrada de bancos estrangeiros no setor bancário brasileiro em 3 casos, ou em acordos internacionais com outros países, ou para benefício nacional ou ainda em benefício mutuo junto a outro país (CORAZZA, OLIVEIRA). Contudo, nesta época o Brasil passava por uma crise de liquidez causada por medidas internas restritivas e ainda com o agravante da crise externa mexicana, o que possibilitou ao Brasil, para benefício nacional, a entrada de bancos estrangeiros para melhorar a liquidez do mercado, a idéia é que a entrada de bancos estrangeiros traria consigo mais crédito, novas tecnologias para o sistema bancário brasileiro e acirraria a concorrência trazendo a população melhores serviços a melhores preços.
A implantação do plano real e a conseqüente queda da rentabilidade dos bancos através da arbitragem inflacionária fizeram com que se acentuasse a transferência de controle acionário de bancos nacionais para bancos estrangeiros, além disso, em 1995 o CMN possibilitou através da resolução n. 2.212 que os bancos estrangeiros pudessem ter capital mínimo igual ao dos bancos nacionais, fato que no passado era exigido o dobro de capital como forma de barreira para entrada dos mesmos (CORAZZA, OLIVEIRA). As medidas anteriores somadas aos programas PROER e PROES, onde respectivamente incentivaram a mudança de controles acionários e a diminuição do setor público estadual no setor bancário, possibilitaram a entrada mais rápida de bancos estrangeiros no sistema financeiro brasileiro. Com as medidas, entre 1988 e 1994, a participação de bancos estrangeiros no setor mais que duplicou, passando de 30 para 69 instituições. Já entre o período de 1994 a 2004 em um primeiro momento a quantidade de participações estrangeiros passou de 69 para 84, mas a partir daí até 2004 novamente voltou a cair para 68 instituições (CORAZZA, OLIVEIRA). De 2004 a 2006 a atual tendência parece se manter, onde se passa de 68 instituições para 65 instituições com controle de banco estrangeiro, participação de banco estrangeiro ou sendo filial de um banco estrangeiro no Brasil (BACEN).
A abertura para entrada de bancos estrangeiros beneficiou e muito para a estabilidade dos investimentos internacionais e da economia frente aos choques externos, além de proporcionar uma melhor e mais ágil captação de recursos no mercado internacional. Na atualidade ainda é possível notar que a concorrência (seja esta nacional ou estrangeira) “obrigou” os bancos nacionais a melhorarem cada vez mais seus serviços e buscarem uma maior agressividade no mercado, realizando expansão e consolidação nos mais diversos serviços bancários. Atualmente, bancos como Itaú apresentam uma nova tendência, onde começam até mesmo a incorporar as operações de bancos internacionais. A seguir é mostrado um quadro apresentando as incorporações por bancos como Itaú, Bradesco e Unibanco em sua expansão e consolidação no mercado.
BRADESCO
Jan/97 92.723.550 BANCO ITABANCO S/A
Out/97 21.561.962 BANCO DE CRÉDITO REAL DE MINAS GERAIS S/A
Ago/98 60.898.723 BANCO BCN S/A
Mai/98 92.691.328 BCR – BANCO DE CRÉDITO REAL S/A
Out/98 57.561.615 BANCO FINASA S/A (ANTIGO CONTINENTAL)
Nov/98 6.702.112 BANCO PONTUAL S/A
Jun/99 15.142.490 BANCO BANEB S/A
Jul/00 33.485.541 BANCO BOAVISTA INTERATLANTICO S/A
Out/00 96.230.370 BANCO DAS NAÇÕES S/A
Jan/02 4.562.120 BANCO BEA S/A (ANTIGO ESTADO DO AMAZONAS)
Fev/02 61.065.421 BANCO MERCANTIL DE SÃO PAULO S/A (FINASA)
Jun/02 61.377.677 BANCO CIDADE S/A
Jan/03 33.870.163 BANCO ALVORA S/A (ANTIGO BILBAO VIZCAYA – BBV)
Nov/03 61.535.100 BANCO ZOGBI S/A
Fev/04 6.271.464 BANCO DO ESTADO DO MARANHÃO S/A
Jan/06 7.196.934 BANCO DO ESTADO DO CEARA S/A – BEC
Fonte: FEBRABAN
ITAÚ HOLDING E FINANCEIRA
Jul/95 FRANCÊS
Jul/97 33.885.724 BANCO BANERJ S/A
Set/98 17.298.092 BANCO BEMGE S/A
Out/00 76.492.172 BANCO BANESTADO S/A
Dez/01 1.540.541 BANCO BEG S/A (ANTIGO ESTADO DE GOIAS)
Nov/02 31.516.198 BANCO ITAU BBA S/A
Dez/02 FIAT
Mar/03 60.701.190 BANCO ITAU S/A (Passou a ser Controlado Pela Itau Holding Fin)
Mai06 60.394.079 BANKBOSTON BRASIL BANCO MULTIPLO S/A
Fonte: FEBRABAN
Dado o cenário e estabilidade econômica dos últimos anos, onde a inflação apresenta-se controlada e em ritmo decrescente (dado que ficou evidente em 2006 quando a inflação oficial ficou abaixo da meta estabelecida pelo CMN), o que proporcionou a redução paulatina da taxa de juros vindo de encontro à tendência dos principais bancos centrais do mundo que ao contrário vem aumentando suas taxas de juros. De certa forma, o crescimento econômico também vem registrando melhoras onde em 2005 ficou em 2,9%, em 2006 3,7% e para 2007 esta projetado um crescimento de 4,5% a 5%. Neste caso o Brasil se enquadra em uma conjuntura econômica de baixa inflação e de crescimento (mesmo que modesto comparado a outros países emergentes, mas não caracterizando uma recessão).
Através do panorama atual, o setor bancário cada vez mais mostra tendências de consolidação, principalmente nos casos dos grandes bancos do país que já detém mais de 80% dos ativos do mercado e que mostram uma nova tendência agressiva onde até mesmo estão incorporando bancos estrangeiros, o que era impensável algumas décadas atrás (CORAZZA, OLIVEIRA). Além disso, provavelmente tenderá a se acentuar o processo de aquisições, principalmente através das grandes instituições brasileiras e internacionais incorporando as instituições financeiras de menor porte.
Com a economia brasileira cada vez mais se solidificando mundialmente, é possível que internamente o cenário para o setor bancário brasileiro seja bastante próspero e de procura de novos mercados para exploração de crédito, como foi o caso do crédito consignado ocorrido há alguns anos atrás. Já como forma de consolidação internacional é possível que haja a entrada dos grandes bancos nacionais mais agressivamente em países (principalmente subdesenvolvidos) para busca de novos mercados de crédito (fato parecido com o que ocorreu com o Brasil na da década de 90 com a maior abertura da economia e a entrada de bancos estrangeiros incentivados pelo mesmo motivo).
Além do crédito bancário outro ponto que vem se solidificando nos últimos anos com grande potencial de expansão é o mercado de capitais brasileiro, por proporcionar uma ampla gama de empresas para investimento com potencial ainda sub-valorizado, e ainda utilizando-se de um bom aparato tecnológico para suporte as transações deste mercado que possibilitam serviços de qualidade muito próximos se não iguais os de países desenvolvidos. Abaixo é mostrado um dos principais índices do mercado de capitais brasileiro alvo de grandes investimentos, principalmente externos nos últimos anos. Fonte: Bovespa
Este crescimento do mercado de capitais brasileiro propicia a entrada e consolidação de bancos estrangeiros que tem maiores experiências neste tipo de mercado, devido a participação em economias onde estes mercados já são desenvolvidos a vários anos.
Por final é apresentado um panorama geral do setor bancário brasileiro para os próximos:Por final é apresentado um panorama geral do setor bancário brasileiro para os próximos: 1 – consolidação dos grandes bancos nacionais e estrangeiros com a aquisição de instituições financeiras menores
2 – procura de novos mercados (principalmente de países em desenvolvimento) para expansão de crédito pelos grandes bancos nacionais;
3 - expansão do crédito ao mercado nacional dada a tendência de queda da taxa de juros brasileira;
4 – grande crescimento do mercado de capitais brasileiro, a partir de investimentos externos (principalmente através da aproximação do nível de investment grade do Brasil); Comentários Renner: Pessoal, para contextualização do trabalho, podemos utilizar os dados históriocos acima, até 2006, para demonstrar a trajetória deste setor.
Assim, tratamos 4 grandes tremas: Fusões e Aquisições, Novos mercados, Expansão de crédito e Investimentos externos. O que acham?
1) Fusões e Aquisições
2) Novos mercados
3) Expansão de crédito
4) Investimentos externos
PANORAMA GERAL
O anúncio de um plano “preventivo” de ajuda à Grécia, aprovado pelos membros da zona do euro, com participação
minoritária do FMI, seguido por uma nova emissão de bônus gregos no mercado, contribuiu para amenizar as preocupações
com a delicada situação fiscal daquele país. O plano abre a possibilidade de empréstimos a taxas razoáveis, mas apenas
no caso de as condições de financiamento da dívida grega tornarem-se insuportáveis. Além dos desenvolvimentos mais
favoráveis na zona do euro, as perspectivas para a economia global seguem apresentando melhora, em que pese a incerteza
sobre o ritmo da retomada, em especial nas economias maduras.
A gradativa melhora do cenário econômico global, num contexto de taxas de juros extremamente baixas, vem contribuindo
para uma recuperação na demanda por ativos de risco, como evidenciado pelo comportamento recente dos mercados
financeiros internacionais, com destaque para valorizações nas principais bolsas do mundo. Neste ambiente, as bolsas norteamericanas e européias apresentaram altas superiores a 5% no mês de março.
De qualquer forma, apesar da melhora no humor dos mercados, não se pode descartar que os problemas fiscais da Grécia
e questões sobre a sustentabilidade fiscal de outros países europeus, como Portugal, Irlanda, Itália e Espanha, ainda possam
trazer de volta certa volatilidade nos mercados financeiros ao longo das próximas semanas ou meses.
DÍVIDA E DÉFICIT GOVERNAMENTAIS % PIB, 2010
European comission forecasts
MERCADO FINANCEIRO
O Ibovespa registrou valorização de 5,82% em março a 70.371 pontos, levando o resultado do ano para o terreno positivo
(alta de 2,60%). No mês de março, a bolsa paulista contou com forte entrada de recursos de investidores estrangeiros, de
quase R$ 3 bilhões até o dia 30, o que resultou em diminuição do déficit de recursos estrangeiros no ano para R$ 386 milhões.
A taxa de câmbio fechou o mês em queda de 1,66%, a R$1,781/US$ pela Ptax de venda, refletindo a diminuição global a
risco e a expectativa de fluxos cambiais futuros. Entretanto, no ano, a taxa de câmbio ainda registra alta de 2,29%.
No âmbito de indicadores que medem o risco-país, o EMBI+ recuou para 185 p.b., contra 215 p.b. em fevereiro, ao passo
que o prêmio de risco do CDS sobre a Libor de cinco anos subiu ligeiramente para 130,2 p.b., ante 129,5 p.b. no final do mês
anterior.
As taxas futuras de juros apresentaram ligeira alta. A taxa de juros para o prazo de seis meses – medida pelo swap DI
x Pré (BM&F) – subiu para 9,84% ao ano, ante 9,81% em fevereiro, ao passo que a taxa de um ano atingiu 10,82%, ante
10,75% no final de fevereiro. Por sua vez, a taxa real de juro “ex ante”, medida pelo quociente entre a taxa nominal de um ano
e a expectativa de inflação para os próximos 12 meses recuou para 5,9%, ante 6% em fevereiro, por conta de uma pequena
elevação nas projeções de inflação.
POLÍTICA MONETÁRIA
O Copom manteve a taxa Selic em 8,75% ao ano, sem viés, mas três dentre os oito diretores já votaram por uma elevação
de 0,50 p.p. na reunião de março, tendo em vista a piora no cenário prospectivo para a inflação. Ademais, houve consenso
entre os membros do Comitê quanto à necessidade de se implementar um ajuste na taxa básica de juros em breve, de forma
a conter o descompasso entre o ritmo de expansão da demanda doméstica e a capacidade produtiva da economia, bem como
para reforçar a ancoragem das expectativas de inflação.
A partir das últimas informações disponíveis, ficou claro que o Copom iniciará o ciclo de aperto monetário na reunião
de abril (dias 27 e 28), restando a dúvida quanto ao ritmo a ser seguido. Pelo teor do último Relatório de Inflação, parece
que o programado para o primeiro movimento está mais para 0,50 p.p., não podendo se descartar um ritmo mais acelerado
(0,75 p.p.) em caso de nova piora no cenário inflacionário. A ata da última reunião do Copom já havia deixado isso claro no
seu parágrafo trinta. Quanto à magnitude do ajuste total na taxa Selic, a projeção de inflação do BC, no cenário de mercado,
próxima ao centro da meta no final de 2011, indicaria algo próximo a 2,50 p.p. Este é o ajuste total com o qual os analistas
de mercado trabalham atualmente para a taxa Selic, ao ritmo de 0,50 p.p., com o início do ciclo de alta na reunião de abril e
término em outubro.
INFLAÇÃO
O índice oficial de inflação, o IPCA do IBGE, apresentou variação de 0,78% em fevereiro, um pouco acima do esperado pelo
mercado (mediana de 0,81%). As principais pressões de alta no mês vieram dos grupos educação, alimentação e bebidas
e transportes. Nos últimos 12 meses, o IPCA atingiu 4,83%, ante 4,59% até fevereiro e 5,90% no mesmo período de 2009. O
centro da meta de inflação é de 4,5% e o intervalo de variação é de 2 p.p. para baixo e para cima.
Para o IPCA de março, estimamos variação próxima de 0,55%, com forte contribuição de alta do grupo alimentação. Nossa
projeção para o IPCA deste ano aponta inflação no intervalo de 5% a 5,5%.
No tocante às expectativas de inflação dos analistas de mercado, a mediana das previsões para a variação do IPCA deste
ano aumentou de 4,91% no final do fevereiro, para 5,16%. Para 2011, as previsões subiram para 4,7%, ante 4,5% em fevereiro.
ATIVIDADE ECONÔMICA
O destaque ficou por conta da divulgação do Produto Interno Bruto (PIB) do quarto trimestre. O PIB registrou crescimento
de 2% em relação ao terceiro trimestre, na série com ajuste sazonal. Pela ótica da oferta, o destaque de alta na margem ficou
com a indústria, com expansão de 4%. Já na ótica da demanda, destaquem-se os desempenhos do investimento, exportações
e importações, com altas de 6,6%, 3,6% e 11,4%, respectivamente.
Comparativamente ao quarto trimestre de 2008, o PIB registrou alta de 4,3%. Entretanto, este resultado não foi suficiente
para compensar as fortes retrações nos trimestres anteriores, o que gerou uma pequena queda do PIB na média do ano, de
0,2% (alta de 5,1% em 2008). Note-se que a variação de estoques respondeu por uma contribuição negativa de 1,6 p.p. sobre
o resultado do PIB em 2009.
Para este ano, nossa projeção inicial aponta crescimento do PIB entre 5,5% e 6%, tendo em vista a perspectiva de
manutenção do crescimento econômico na margem e de um carregamento estatístico bastante favorável, atualmente em
2,7%.
As vendas do comércio varejista iniciaram o ano com crescimento de 2,7% em janeiro, no dado com ajuste sazonal, após
queda de 0,7% em dezembro. Em relação ao mesmo mês do ano passado, as vendas do varejo cresceram 10,4%, levando o
acumulado de 12 meses para 6,2%. Já as vendas do comércio varejista ampliado, que inclui os setores de veículos, motos,
peças e material de construção, apresentaram crescimento de 0,8% em janeiro, na série com ajuste sazonal, após alta de
0,6% no mês anterior. Comparativamente a janeiro de 2009, as vendas do setor ampliado cresceram 10,3%, ao passo que nos
últimos 12 meses, alta de 7,4%.
A produção industrial mostrou crescimento de 1,5% em fevereiro, na série com ajuste sazonal, após alta de 1,2% no mês
anterior. Com o avanço da atividade industrial em fevereiro, a média móvel trimestral mostrou expansão de 0,8%, após ter
ficado praticamente estável em janeiro (0,1%). O destaque ficou com a produção de bens finais, com crescimento acima da
média: de 1,5% para bens de consumo semi e não duráveis e de 1,0% para bens de consumo duráveis, que reverteu dois meses
de queda. Os bens intermediários (0,8%) e os bens de capital (0,6%) também registraram taxas positivas e prosseguiram em
trajetória ascendente.
Comparado a fevereiro de 2009, houve expansão de 18,4% da produção industrial, terceiro resultado consecutivo de dois
dígitos nesse tipo de confronto, refletindo, sobretudo, a baixa base de comparação decorrente dos efeitos da crise econômica
internacional. Assim, o setor industrial acumulou crescimento de 17,2% no primeiro bimestre de 2010, enquanto a taxa
acumulada, nos últimos 12 meses, recuou 2,6%, mas prosseguindo com redução no ritmo de perda. Para este ano, projetamos
expansão da indústria entre 9% e 10%, mais do que compensando a queda registrada em 2009 (-7,4%).
MERCADO DE TRABALHO
A taxa de desocupação nas seis regiões metropolitanas cobertas pela Pesquisa Mensal de Emprego (PME) atingiu 7,4%
em fevereiro, 1,1 p.p. abaixo do patamar atingido em fevereiro de 2009, após ter registrado taxa de 7,2% em janeiro. Na série
livre de influências sazonais (o IBGE não divulga, mas o BC cita nas atas do Copom), a taxa ficou em 7,2% em fevereiro (nossa
estimativa), ante 7,5% no mês anterior. Quanto ao rendimento médio real habitualmente recebido pelos trabalhadores,
registrou alta de 0,9% em fevereiro, comparado ao mesmo mês do ano passado.
Dados divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) seguem mostrando evolução no processo de recuperação
do emprego formal (com carteira assinada). Segundo números do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados),
foram criadas 209,4 mil vagas em fevereiro, melhor resultado para o mês desde o inicio da série. Os setores que mais contribuíram positivamente para o resultado foram: serviços (85,6 mil), indústria de transformação (63 mil) e construção civil (34,7 mil). No acumulado do ano, os dados mostram um acréscimo de 390,8 mil empregos (+1,2%) e, nos últimos 12 meses, de 1,5 milhão de postos de trabalho (+4,6%).
CRÉDITO
O volume total das operações de crédito do sistema financeiro atingiu R$1,4 bilhão em fevereiro, expandindo-se 0,8% no
mês e 16,8% em doze meses. Como resultado, a relação entre o volume total de empréstimos e o PIB atingiu 44,9%, ante 45%
em janeiro e 40,7% em fevereiro de 2009. Os empréstimos contratados com recursos livres, que correspondem a cerca de dois
terços da carteira total do sistema financeiro, subiram 0,8% no mês e 11,2% em doze meses. Já as operações de crédito com
recursos direcionados cresceram 0,7% no mês e 30,2% em doze meses.
A taxa média de juros do crédito referencial recuou 0,8 p.p. no mês e 7 p.p. em doze meses, atingindo 34,3% a.a. (25,9%
a.a. para empresas e 41,9% a.a. para famílias), o menor nível desde dezembro de 2007. A inadimplência do crédito referencial,
incluídas as operações com atrasos superiores a noventa dias, alcançou 5,3% (3,7% para empresas e 7,2% para famílias).
CONTAS EXTERNAS
As transações correntes registraram déficit de US$ 3,25 bilhões em fevereiro, contra US$ 612 milhões no mesmo mês de
2009. Com isso, o déficit em transações correntes em 12 meses subiu para US$ 28,1 bilhões (-1,66% do PIB). Por sua vez, os
investimentos estrangeiros diretos (IED) atingiram ingressos de US$ 2,8 bilhões em fevereiro, acima dos quase US$ 2 bilhões
apurados em fevereiro de 2009. Já as reservas internacionais somaram US$ 243,9 bilhões no final de março, com acréscimo
de US$ 2,7 bilhões frente ao estoque do mês anterior.
Para 2010, o Banco Central elevou sua projeção para o déficit em transações correntes de US$ 40 bilhões para US$ 49
bilhões, explicada principalmente pela piora na projeção para o saldo da balança comercial e aumento nas remessas de lucros
e dividendos. Quanto ao investimento estrangeiro direto, a autoridade monetária manteve a projetação de ingresso de US$ 45
bilhões neste ano.
A balança comercial registrou superávit de US$ 668 milhões em março, após ter superávits de US$ 394 milhões em
fevereiro e US$ 1,8 bilhão em março de 2009. No mês, as exportações brasileiras atingiram US$ 15,7 bilhões e as importações,
US$ 15,1 bilhões. Em 12 meses, o saldo comercial acumulado ficou positivo em US$ 23,2 bilhões (ante US$ 25,2 bilhões no
mesmo período do ano passado). As exportações atingiram US$ 161 bilhões (decréscimo de 15,4% sobre mesmo período do
ano passado), enquanto as importações, US$ 137,8 bilhões (decréscimo de 16,8%).
O Banco Central reduziu sua previsão para o superávit da balança comercial deste ano de US$ 15 bilhões para US$ 10
bilhões.
CONTAS FISCAIS
O setor público consolidado registrou superávit primário de R$ 859 milhões em fevereiro, ante R$ 3,5 bilhões no mesmo
mês do ano passado. O governo central (Tesouro, BC e INSS) registrou déficit primário de R$ 701 milhões e as empresas
estatais tiveram resultado negativo de R$ 1,6 bilhão, enquanto que os governos regionais (Estados e Municípios) registraram
superávit de R$ 3,1 bilhões. Com isso, em 12 meses, o superávit primário consolidado recuou para R$ 70,7 bilhões (2,2% do
PIB). Recorde-se que a meta para o superávit primário é de 3,3% do PIB em 2010, percentual que pode ser reduzido em até 1,12
p.p., em virtude da implementação dos projetos vinculados ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), dos quais 0,44
p.p. correspondem à conta de restos a pagar de 2009.
No conceito nominal, que inclui o pagamento de juros, o setor público registrou déficit de R$ 13,3 bilhões em fevereiro e
de R$ 101,3 bilhões em 12 meses (3,2% do PIB). O pagamento de juros pelo governo atingiu R$ 14,1 bilhões em fevereiro e R$
172 bilhões em 12 meses (5,4% do PIB).
Por sua vez, a dívida líquida do setor público ficou em R$ 1,34 trilhão (42,1% do PIB) no final de fevereiro, contra R$ 1,32
trilhão no mês anterior (41,6% do PIB).
Cenário Atual do Setor
Reflexão e Motivação do Estudo
A imagem de um banco frequentemente foi associada a agiotagem e baixa entrega de valor ao cliente. Seus produtos eram recebidos com resistência pelos seus clientes. Atualmente, em função da crise vivida pela economia mundial e tendo como os principais responsáveis as instituições financeiras, nos parece que a confiança das pessoas em relação ao setor é uma fragilidade a ser trabalhada. Encarando isso como oportunidade temos a chance de redesenhar o negócio propondo um novo modelo de empresa.
Sustentabilidade nas Instituições Financeiras
Conectividade “Sabemos que há cinco ou 10 anos isso não estava acontecendo, não havia conectividade, a percepção de que todos os fatos estão ligados.
A partir da década de 90, houve uma mudança na natureza da regulamentação, na prestação de contas. Anteriormente, os governos estabeleciam as regras e vocês e seus clientes as seguiam e tudo bem.
Agora, surgiram novos interessados: a comunidade, seguradoras, a mídia, ONGs, a concorrência e investidores.
Cada um desses interessados tem um conjunto de novas demandas, tanto com relação aos bancos quanto aos clientes com os quais os bancos se relacionam.”
Novas oportunidades “Não é só uma questão de gestão de risco, mas de transformar o risco em oportunidades, ajudando para que os negócios de seus clientes cresçam e, com isso, fazer com que os negócios dos bancos cresçam também. Essa é a tendência mais fundamental que vemos com relação à sustentabilidade no setor financeiro. Não é apenas com relação a compliance, mas um valor agregado ao cliente. Isso vale tanto para o atacado como para o varejo.”
Investidores “Se você é um depositante e lê na imprensa sobre desmatamento ou derramamento de óleo financiado pelo seu banco, só pode chegar a duas conclusões. Primeira, o banco ao qual você confia o seu dinheiro não tem nenhuma política. Qual é a reação? Correr o mais rápido que pode para a porta de saída. Ou então, conclusão número dois, o banco tem políticas mas não se preocupa em implementá-las. Nesse caso, a opção é sair correndo e berrando em direção à porta. Situações como essa mexem com o instinto básico do medo que você tem como depositante. Você pensa: ‘A essência dos bancos é ganhar dinheiro e eles vão fazer isso às minhas custas, pois não têm políticas éticas implementadas’. É por isso que essas campanhas são importantes. Os bancos começam a responder, a dizer: ‘Queremos ganhar dinheiro, mas queremos também que as pessoas confiem em nós’. Essa é uma tendência que já começou.”
Novos mercados “A preferência do consumidor começou a mudar. Não apenas com relação ao setor financeiro, mas em todas as suas decisões de compra. Isso está criando novos mercados.
Você tem várias oportunidades dentro da cadeia de suprimentos para atender às necessidades desse novo consumidor e marcar presença.
A beleza disso tudo é que você não está apenas gerenciando risco, mas criando oportunidades, novos negócios. Sei que muitas pessoas aqui nessa sala já estão fazendo a coisa certa, unindo pessoas e lucros.”
Visão Itau Unibanco : Ser o banco líder em performance sustentável e em satisfação dos clientes (2010)
ESPAÇO DO GRUPO A - TEMA - SETOR FINANCEIRO
Participantes: Carlos Augusto Camargo Ramalho - C.Augusto@B2sproperties.Com.Br
Guilherme Daniel Hernandes Silva - Gdhs@Gdhs.Com.Br
Renner Alexandre da Silva - Renner.Alexandre@Gmail.Com
Victor Vinicius Vendramini - Vvvendramini@Gmail.Com
Caros,
Procurem também dar ênfase nas inovações que estão ocorrendo no setor financeiro/bancário.
A inovação bancária é um tema novo e muito carente de estudos. Não restringe-se apenas no lado interno dos bancos, mas também no externo, formando o processo de inovação e exigindo que as instituições fiquem atentas para as ameaças e as oportunidades do ambiente bancário. Não existe um padrão de inovação a ser seguido no setor bancário. As inovações ganham vantagem no tempo de lançamento, mas as melhorias continuam, tanto nos produtos ou serviços bancários, não podendo estagnar diante do mercado bancário.
È preciso conhecer o impacto das inovações no ambiente bancário sobre o atendimento ao cliente, para que elas sejam ampliadas, aprimoradas ou modificadas, afinal o sucesso de uma empresa está diretamente relacionado à percepção do mercado quanto à imagem dela, no que concerne a conceitos de capacidade e habilidade, confiabilidade e qualidade.
Algumas constituem novos modelos de empresas, outras, apenas novas formas de tratar os clientes...
Confiram, por exemplo:
- Setor bancário investe em novidades para Geração Y - Geração Y
- Bankinter: um novo conceito de cliente - Bankiter - 1 Bankiter-2
- Sugiro ainda incluir algo sobre o microcrédito - uma tendência muito oportuna e promissora no mercado financeiro.
Vejam, o exemplo do "Crediamigo" - Bom trabalho!
Luciel H. de Oliveira
Crediamigo une juro e risco baixos
24/05/2010
Conforme explica o gerente de ambiente do BNB, Marcelo Azevedo Teixeira, tal eficiência é possível pela metodologia de concessão, facilitada pela presença em campo dos agentes de crédito. Eles cumprem o papel de entender as necessidades de cada localidade e incentivam a formação de grupos de microempreendedores. Compostos por três a 30 pessoas, esses grupos não só recebem os recursos conjuntamente, como também dão aval solidário à operação. "Há um atendimento personalizado, os agentes são remunerados por resultado. Enquanto no grupo solidário há uma seleção social importante, as pessoas têm que confiar umas nas outras, há uma cobrança mútua. Quando um não tem o dinheiro para pagar, o outro cobre."
Com a inadimplência baixa, os juros oscilam de 0,99% a 3% ao mês. O "funding" vem do repasse de 2% dos recursos captados em depósitos à vista por instituições que não operam o microcrédito. O custo equalizado é de 4,5% ao ano, bem abaixo do CDI. "O Crediamigo é uma operação de mercado sustentável, que dá retorno para o banco", diz
A obrigatoriedade de destinação de 2% dos depósitos à vista para o microcrédito foi instituída em 2003, mas pelos últimos dados do BC ainda há uma sobra de R$ 1,3 bilhão em recursos, que são recolhidos pela autoridade monetária sem nenhuma remuneração.
O HSBC é um dos novos participantes desse segmento e fechou com o BNB a sua primeira operação de microcrédito em fevereiro. O orçamento prevê destinar R$ 820 milhões a iniciativas de microfinanças, segundo Mayu Ávila, diretora de sustentabilidade corporativa do banco inglês. "Desde 2005, temos operações na Índia, nas Filipinas, no México e na Rússia. No Brasil a ideia é trabalhar no crédito rural."
No BNB, o Agroamigo replica, há cinco anos, a experiência do Crediamigo no agronegócio. Apoiado pelo Pronaf, conta com a assessoria de 600 técnicos agrícolas e já desembolsou R$ 1,2 bilhão em 930 mil contratos de empréstimos. Para 2010, estão previstos mais R$ 800 milhões, segundo o superintendente da área de agricultura familiar e microfinanças rural, Luís Sérgio Farias Machado.
Pessoal:
Atualizei a apresentação (novamente).
Vejam se conseguem esboçar a Matriz Importância x Desempenho e os Gaps do setor.
Continuarei tentando finalizar o assunto!
Abs,
GDHS
Estimados:
Vamos montar nossa apresentação através desse ppt.
Abs
GDHS
ANÁLISE DO SETOR BANCÁRIO BRASILEIRO (até o ano de 2006)
Autor: Marcos GabbardoSite: http://economicline.wordpress.com
1. INTRODUÇÃO
Este texto procura analisar a atividade bancária brasileira apresentando influências economicas e concorrências (entrada de concorrência externa) que modelaram o setor nas últimas décadas. Ao mesmo tempo em que busca atingir estes objetivos, o presente trabalho preza também por apresentar as tendências dos próximos anos no setor bancário brasileiro.A partir da década de 70 até meados da década de 90 pode-se afirmar de modo geral que o setor bancário brasileiro teve uma elevada participação no PIB decorrente das altas taxas de inflação que se mantiveram durante o período, um alto grau de concentração bancária e uma extensa participação do setor público no meio bancário através de bancos federais e estaduais. Neste período os bancos se utilizavam da alta inflação e da crise fiscal e financeira do Estado obtendo ganhos através de arbitragem inflacionária e do financiamento da divida publica que crescia. Até parte da década de 60, se utilizando da constituição de 1946, o Brasil eliminou as diferenças entre bancos nacionais e estrangeiros e a partir da reforma financeira de 1964, foi estabelecido barreiras para entrada de concorrência estrangeira no país como por exemplo, a necessidade de decreto do Poder Executivo para a entrada de bancos estrangeiros o que dificultou um pouco a atuação concorrencial externa dentro do mercado brasileiro. Ainda na década de 70 o setor bancário brasileiro passou por uma onda de fusões e aquisições incentivadas pelo governo através de medidas que tinham como objetivo o crescimento do setor industrial através da utilização da capacidade ociosa e a diminuição do processo concorrencial entre as instituições financeiras que colocavam moeda em demasia na economia. Neste período pode-se também citar a grande expansão tecnológica (principalmente na décadas de 90) que teve o setor investindo na tecnologia da informação para diminuir custos e melhorar os serviços prestados, possibilitando aumentar o alcance dos bancos as mais variadas formas de clientes.
O texto está organizado da seguinte forma. O capitulo 2 examina as principais questões econômicas que modelaram o atual panorama do setor bancário, o capitulo 3 analisa o processo de entrada de concorrência estrangeira no setor bancário brasileiro e o capítulo 4 apresenta uma perspectiva para o setor bancário brasileiro frente os 2 aspectos analisados nos capítulos anteriores.
2. PANORAMA DO SETOR BANCÁRIO FRENTE À CONJUNTURA ECONOMIA BRASILEIRA
Pode-se dizer que o sistema financeiro brasileiro nas últimas décadas experimentou um panorama econômico bipolar, em um primeiro momento, uma economia onde a inflação era uma constante, e através dessa, se utilizando de arbitragem inflacionária o setor bancário cresceu enormemente. O outro lado do panorama econômico vivido pelo setor bancário se refere ao período de baixa inflação proporcionado mais recentemente pela implantação do plano real que conseguiu diminuir e estabilizar a inflação.Até a implantação do plano real o Brasil sempre conviveu em um ambiente de inflação elevada, neste período, o setor bancário aproveitou para crescer tanto no que diz respeito à receitas (lucratividade) como em sua estrutura física, sendo esta expandida em muitas vezes. Neste mesmo período o setor atingiu grande rentabilidade utilizando-se da arbitragem inflacionária para obter ganhos através de floats e de spreads das intermediações financeiras (DE PAULA). Basicamente os ganhos com floats derivavam-se da aplicação dos saldos que não eram remunerados pelos bancos e que davam um retorno próximo a correção monetária da época. Além da inflação elevada da época, o desempenho do setor bancário neste período obteve ajuda das mudanças institucionais promovidas pelo governo, citando a reforma financeira de 1964 que através de uma política de estabilização e de olho no longo prazo promovida pelo Plano de Ação Estratégica do Governo (PAEG) que desenvolveu a poupança (como forma de combate à inflação de demanda da época), e promoveu a especialização bancária, se utilizando do modelo americano que continha um alto grau de segmentação das instituições financeiras baseando-se no seu objetivo de operação, a idéia principal da segmentação era que com maior especialização, as instituições financeiras conseguiriam aperfeiçoar suas ações e objetivos melhorando e ajustando – se as demandas recorrentes da época com uma melhor eficiência.
O nível de especialização pretendido pelo governo não foi alcançado pelo setor financeiro e as instituições financeiras além de não alcançarem o grau de segmentação desejado começaram a formar conglomerados (informais) o que resultaria em 1988 através do Conselho Monetário Nacional (CMN) e da resolução n. 1.524 da reforma a criação dos bancos múltiplos que nada mais era do que os conglomerados financeiros anteriores agora legalmente embasados, assim, o setor passou do modelo anglo-saxão especializado para o modelo alemão que objetivava a universalização das operações bancárias.
Neste período, com a inflação elevada, um crescente desequilíbrio fiscal do Estado e planos de estabilização sucessivamente fracassando forçaram o governo a emitir papéis em condições bastante adversas que proporcionaram ao setor bancário brasileiro uma acentuada rentabilidade através do financiando do setor público e ainda restringindo o crédito ao setor privado em primeiro lugar pela maior facilidade com ganhos sobre a inflação e sobre o Estado, e em segundo lugar por causa da inflação elevada da época que restringia o crédito de médio e longo prazo, como se não bastasse, neste momento o mercado era relativamente fechado o que contribuía para a fraca concorrência e oligopolizaçao do setor.
Com a mudança de níveis inflacionários a partir da implantação bem sucedida do plano real, o setor bancário brasileiro teve que se deparar com um processo enorme de reestruturação, dado que a receita através de arbitragem inflacionária (o que antes compunha significativamente grande parte do lucro do setor) foi altamente reduzida, fato este que contribuiu para o setor passar por um ajuste tanto operacional como estrutural como forma de possibilitar a nova realidade bancária brasileira (DE PAULA). Neste período inicia-se um grande processo de fusões e aquisições e de intervenções do banco central justamente porque muitos bancos criados apenas para explorar a oportunidade de ganhos através da arbitragem inflacionária acabaram tendo sérios problemas de liquidez (alguns até mesmo tiveram que ser fechados). A redução da receita inflacionária neste período passou de 4,2% (relativo ao PIB) em 1993 para 0,0% em 1995, fato que levou os bancos a procurar outras formas de receitas, sendo estas através de spreads de intermediações financeiras, aplicações em títulos e valores mobiliários e principalmente prestação de serviços através da cobrança de tarifas bancárias, esta última dobrando na receita total do setor bancário já em 1994 (DE PAULA).
Com o crescimento econômico, e o fim das elevadas taxas de inflação, o crédito ao setor privado aumentou significativamente neste período, este fato levou o governo (com detrimento a grandes quantidades de moeda na economia, pois esta poderia gerar um surto inflacionário) a colocar restrições sobre tal oferta de crédito através de reserva de depósitos a vista e a prazo, além da criação do depósito compulsório sobre os empréstimos concedidos pelos bancos, como é mostrado, no gráfico a seguir, a taxa de compulsório sobre depósitos a vista no Brasil nos dias atuais é imensamente superior a de outros países, resultado este de um rígido controle sobre a quantidade de moeda no mercado.
Em 1995 a crise mexicana causou um aumento das taxas de juros do país, e assim, reverteu o ritmo atual de crescimento econômico da época, o aumento da taxa de juros causou um aumento bastante expressivo da inadimplência e juntamente com o fechamento de alguns bancos de expressivo tamanho começou a possibilitar o panico e contágio no sistema financeiro. Neste momento com o crescente risco de uma crise bancária foi lançado o PROER, um programa para financiamento (através do compulsório detido pelo Banco Central) que possibilitou a incorporação de instituições financeiras em dificuldades por bancos mais sólidos.
Após o controle da crise, um novo processo no setor foi iniciado, através das privatizações de bancos públicos (que não geravam lucro e eram utilizados como instrumento político de financiamento do Estado (principalmente governos estaduais – caso do Banespa)). Alem disso, nesta mesma época aumentou a entrada de bancos estrangeiros no país (e na América Latina), principalmente através de participações e controle em bancos brasileiros. Estes foram sistematicamente incentivados pelas possibilidades de expansão do mercado varejista e do crédito ao setor privado que era bastante inferior ao mercado de economias desenvolvidas, e pela concorrência em escala mundial que fez com que estes buscassem novos mercados.
Atualmente o crédito disponibilizado, influenciado principalmente pela diminuiçao da taxa de juros, tem aumentado quase que constantemente como é mostrado na figura a seguir a proporçao do crédito em termos de PIB brasileiro.
Fonte: BACEN
Elaboraçao: FEBRABAN
Nota: Estimativas do Bacen, a partir de dados do IBGE, com base no IGP-DI centrado.
A atual situação econômica proporciona uma manutenção do cenário de competição dos bancos no país, com um diferencial aonde alguns bancos privados nacionais vêm expandindo-se muito mais agressivamente que alguns bancos estrangeiros num processo de ampliação e consolidação ainda maior.
3. CONCORRENCIA EXTERNA NO SETOR BANCÁRIO BRASILEIRO
Até a década de 60 o mercado bancário brasileiro possibilitou o acesso facilitado para bancos estrangeiros no país, tal panorama foi principalmente fornecido pela constituição de 1946 que instituiu a não distinção entre os bancos nacionais e estrangeiros, e ainda permitiu o controle exclusivo de instituiçoes financeiras por bancos estrangeiros. A partir da reforma de 1964 este cenário foi reformulado, onde o governo colocou algumas barreiras para entrada de concorrência externa no mercado bancário como, por exemplo, a necessidade de decreto do poder executivo para que um banco estrangeiro pudesse entrar no país. Apesar das restrições impostas na década de 60 a participação de bancos estrangeiros no setor bancário na década de 70 quase dobrou, passando de 80 para 146 (CORAZZA, OLIVEIRA).A partir do final da década de 80 através da reforma bancária promovida pela constituição federal de 1988, onde foi realizada a criação dos bancos múltiplos, praticamente foi proibido o acesso de bancos estrangeiros no setor bancário brasileiro, mas esta restrição deixou aberta a possibilidade da entrada de bancos estrangeiros no setor bancário brasileiro em 3 casos, ou em acordos internacionais com outros países, ou para benefício nacional ou ainda em benefício mutuo junto a outro país (CORAZZA, OLIVEIRA). Contudo, nesta época o Brasil passava por uma crise de liquidez causada por medidas internas restritivas e ainda com o agravante da crise externa mexicana, o que possibilitou ao Brasil, para benefício nacional, a entrada de bancos estrangeiros para melhorar a liquidez do mercado, a idéia é que a entrada de bancos estrangeiros traria consigo mais crédito, novas tecnologias para o sistema bancário brasileiro e acirraria a concorrência trazendo a população melhores serviços a melhores preços.
A implantação do plano real e a conseqüente queda da rentabilidade dos bancos através da arbitragem inflacionária fizeram com que se acentuasse a transferência de controle acionário de bancos nacionais para bancos estrangeiros, além disso, em 1995 o CMN possibilitou através da resolução n. 2.212 que os bancos estrangeiros pudessem ter capital mínimo igual ao dos bancos nacionais, fato que no passado era exigido o dobro de capital como forma de barreira para entrada dos mesmos (CORAZZA, OLIVEIRA). As medidas anteriores somadas aos programas PROER e PROES, onde respectivamente incentivaram a mudança de controles acionários e a diminuição do setor público estadual no setor bancário, possibilitaram a entrada mais rápida de bancos estrangeiros no sistema financeiro brasileiro. Com as medidas, entre 1988 e 1994, a participação de bancos estrangeiros no setor mais que duplicou, passando de 30 para 69 instituições. Já entre o período de 1994 a 2004 em um primeiro momento a quantidade de participações estrangeiros passou de 69 para 84, mas a partir daí até 2004 novamente voltou a cair para 68 instituições (CORAZZA, OLIVEIRA). De 2004 a 2006 a atual tendência parece se manter, onde se passa de 68 instituições para 65 instituições com controle de banco estrangeiro, participação de banco estrangeiro ou sendo filial de um banco estrangeiro no Brasil (BACEN).
A abertura para entrada de bancos estrangeiros beneficiou e muito para a estabilidade dos investimentos internacionais e da economia frente aos choques externos, além de proporcionar uma melhor e mais ágil captação de recursos no mercado internacional. Na atualidade ainda é possível notar que a concorrência (seja esta nacional ou estrangeira) “obrigou” os bancos nacionais a melhorarem cada vez mais seus serviços e buscarem uma maior agressividade no mercado, realizando expansão e consolidação nos mais diversos serviços bancários. Atualmente, bancos como Itaú apresentam uma nova tendência, onde começam até mesmo a incorporar as operações de bancos internacionais. A seguir é mostrado um quadro apresentando as incorporações por bancos como Itaú, Bradesco e Unibanco em sua expansão e consolidação no mercado.
BRADESCO
Jan/97 92.723.550 BANCO ITABANCO S/AOut/97 21.561.962 BANCO DE CRÉDITO REAL DE MINAS GERAIS S/A
Ago/98 60.898.723 BANCO BCN S/A
Mai/98 92.691.328 BCR – BANCO DE CRÉDITO REAL S/A
Out/98 57.561.615 BANCO FINASA S/A (ANTIGO CONTINENTAL)
Nov/98 6.702.112 BANCO PONTUAL S/A
Jun/99 15.142.490 BANCO BANEB S/A
Jul/00 33.485.541 BANCO BOAVISTA INTERATLANTICO S/A
Out/00 96.230.370 BANCO DAS NAÇÕES S/A
Jan/02 4.562.120 BANCO BEA S/A (ANTIGO ESTADO DO AMAZONAS)
Fev/02 61.065.421 BANCO MERCANTIL DE SÃO PAULO S/A (FINASA)
Jun/02 61.377.677 BANCO CIDADE S/A
Jan/03 33.870.163 BANCO ALVORA S/A (ANTIGO BILBAO VIZCAYA – BBV)
Nov/03 61.535.100 BANCO ZOGBI S/A
Fev/04 6.271.464 BANCO DO ESTADO DO MARANHÃO S/A
Jan/06 7.196.934 BANCO DO ESTADO DO CEARA S/A – BEC
Fonte: FEBRABAN
ITAÚ HOLDING E FINANCEIRA
Jul/95 FRANCÊSJul/97 33.885.724 BANCO BANERJ S/A
Set/98 17.298.092 BANCO BEMGE S/A
Out/00 76.492.172 BANCO BANESTADO S/A
Dez/01 1.540.541 BANCO BEG S/A (ANTIGO ESTADO DE GOIAS)
Nov/02 31.516.198 BANCO ITAU BBA S/A
Dez/02 FIAT
Mar/03 60.701.190 BANCO ITAU S/A (Passou a ser Controlado Pela Itau Holding Fin)
Mai06 60.394.079 BANKBOSTON BRASIL BANCO MULTIPLO S/A
Fonte: FEBRABAN
UNIBANCO
Nov/95 NACIONALFev/98 33.098.518 BANCO FININVEST S/A
Mar/98 61.199.881 BANCO DIBENS S/A
Fev/00 33.461.468 BANCO CREDIBANCO S/A
Mai/00 3.012.230 BANCO1.NET S/A (Financeira do grupo transformou-se em bco)
Jul/00 61.071.387 UNICARD BANCO MULTIPLO S/A (ANTIGO BANDEIRANTES)
Abr/02 61.182.408 BANCO INVESTCRED UNIBANCO S/A
Jun/04 00.086.413 BANCO BNL S/A
Fonte: FEBRABAN
4. CONCLUSÃO
Dado o cenário e estabilidade econômica dos últimos anos, onde a inflação apresenta-se controlada e em ritmo decrescente (dado que ficou evidente em 2006 quando a inflação oficial ficou abaixo da meta estabelecida pelo CMN), o que proporcionou a redução paulatina da taxa de juros vindo de encontro à tendência dos principais bancos centrais do mundo que ao contrário vem aumentando suas taxas de juros. De certa forma, o crescimento econômico também vem registrando melhoras onde em 2005 ficou em 2,9%, em 2006 3,7% e para 2007 esta projetado um crescimento de 4,5% a 5%. Neste caso o Brasil se enquadra em uma conjuntura econômica de baixa inflação e de crescimento (mesmo que modesto comparado a outros países emergentes, mas não caracterizando uma recessão).Através do panorama atual, o setor bancário cada vez mais mostra tendências de consolidação, principalmente nos casos dos grandes bancos do país que já detém mais de 80% dos ativos do mercado e que mostram uma nova tendência agressiva onde até mesmo estão incorporando bancos estrangeiros, o que era impensável algumas décadas atrás (CORAZZA, OLIVEIRA). Além disso, provavelmente tenderá a se acentuar o processo de aquisições, principalmente através das grandes instituições brasileiras e internacionais incorporando as instituições financeiras de menor porte.
Com a economia brasileira cada vez mais se solidificando mundialmente, é possível que internamente o cenário para o setor bancário brasileiro seja bastante próspero e de procura de novos mercados para exploração de crédito, como foi o caso do crédito consignado ocorrido há alguns anos atrás. Já como forma de consolidação internacional é possível que haja a entrada dos grandes bancos nacionais mais agressivamente em países (principalmente subdesenvolvidos) para busca de novos mercados de crédito (fato parecido com o que ocorreu com o Brasil na da década de 90 com a maior abertura da economia e a entrada de bancos estrangeiros incentivados pelo mesmo motivo).
Além do crédito bancário outro ponto que vem se solidificando nos últimos anos com grande potencial de expansão é o mercado de capitais brasileiro, por proporcionar uma ampla gama de empresas para investimento com potencial ainda sub-valorizado, e ainda utilizando-se de um bom aparato tecnológico para suporte as transações deste mercado que possibilitam serviços de qualidade muito próximos se não iguais os de países desenvolvidos. Abaixo é mostrado um dos principais índices do mercado de capitais brasileiro alvo de grandes investimentos, principalmente externos nos últimos anos.
Fonte: Bovespa
Este crescimento do mercado de capitais brasileiro propicia a entrada e consolidação de bancos estrangeiros que tem maiores experiências neste tipo de mercado, devido a participação em economias onde estes mercados já são desenvolvidos a vários anos.
Por final é apresentado um panorama geral do setor bancário brasileiro para os próximos:Por final é apresentado um panorama geral do setor bancário brasileiro para os próximos:
1 – consolidação dos grandes bancos nacionais e estrangeiros com a aquisição de instituições financeiras menores
2 – procura de novos mercados (principalmente de países em desenvolvimento) para expansão de crédito pelos grandes bancos nacionais;
3 - expansão do crédito ao mercado nacional dada a tendência de queda da taxa de juros brasileira;
4 – grande crescimento do mercado de capitais brasileiro, a partir de investimentos externos (principalmente através da aproximação do nível de investment grade do Brasil);
Comentários Renner: Pessoal, para contextualização do trabalho, podemos utilizar os dados históriocos acima, até 2006, para demonstrar a trajetória deste setor.
Assim, tratamos 4 grandes tremas: Fusões e Aquisições, Novos mercados, Expansão de crédito e Investimentos externos. O que acham?
1) Fusões e Aquisições
2) Novos mercados
3) Expansão de crédito
4) Investimentos externos
PANORAMA GERAL
O anúncio de um plano “preventivo” de ajuda à Grécia, aprovado pelos membros da zona do euro, com participaçãominoritária do FMI, seguido por uma nova emissão de bônus gregos no mercado, contribuiu para amenizar as preocupações
com a delicada situação fiscal daquele país. O plano abre a possibilidade de empréstimos a taxas razoáveis, mas apenas
no caso de as condições de financiamento da dívida grega tornarem-se insuportáveis. Além dos desenvolvimentos mais
favoráveis na zona do euro, as perspectivas para a economia global seguem apresentando melhora, em que pese a incerteza
sobre o ritmo da retomada, em especial nas economias maduras.
A gradativa melhora do cenário econômico global, num contexto de taxas de juros extremamente baixas, vem contribuindo
para uma recuperação na demanda por ativos de risco, como evidenciado pelo comportamento recente dos mercados
financeiros internacionais, com destaque para valorizações nas principais bolsas do mundo. Neste ambiente, as bolsas norteamericanas e européias apresentaram altas superiores a 5% no mês de março.
De qualquer forma, apesar da melhora no humor dos mercados, não se pode descartar que os problemas fiscais da Grécia
e questões sobre a sustentabilidade fiscal de outros países europeus, como Portugal, Irlanda, Itália e Espanha, ainda possam
trazer de volta certa volatilidade nos mercados financeiros ao longo das próximas semanas ou meses.
DÍVIDA E DÉFICIT GOVERNAMENTAIS % PIB, 2010
European comission forecastsMERCADO FINANCEIRO
O Ibovespa registrou valorização de 5,82% em março a 70.371 pontos, levando o resultado do ano para o terreno positivo(alta de 2,60%). No mês de março, a bolsa paulista contou com forte entrada de recursos de investidores estrangeiros, de
quase R$ 3 bilhões até o dia 30, o que resultou em diminuição do déficit de recursos estrangeiros no ano para R$ 386 milhões.
A taxa de câmbio fechou o mês em queda de 1,66%, a R$1,781/US$ pela Ptax de venda, refletindo a diminuição global a
risco e a expectativa de fluxos cambiais futuros. Entretanto, no ano, a taxa de câmbio ainda registra alta de 2,29%.
No âmbito de indicadores que medem o risco-país, o EMBI+ recuou para 185 p.b., contra 215 p.b. em fevereiro, ao passo
que o prêmio de risco do CDS sobre a Libor de cinco anos subiu ligeiramente para 130,2 p.b., ante 129,5 p.b. no final do mês
anterior.
As taxas futuras de juros apresentaram ligeira alta. A taxa de juros para o prazo de seis meses – medida pelo swap DI
x Pré (BM&F) – subiu para 9,84% ao ano, ante 9,81% em fevereiro, ao passo que a taxa de um ano atingiu 10,82%, ante
10,75% no final de fevereiro. Por sua vez, a taxa real de juro “ex ante”, medida pelo quociente entre a taxa nominal de um ano
e a expectativa de inflação para os próximos 12 meses recuou para 5,9%, ante 6% em fevereiro, por conta de uma pequena
elevação nas projeções de inflação.
POLÍTICA MONETÁRIA
O Copom manteve a taxa Selic em 8,75% ao ano, sem viés, mas três dentre os oito diretores já votaram por uma elevaçãode 0,50 p.p. na reunião de março, tendo em vista a piora no cenário prospectivo para a inflação. Ademais, houve consenso
entre os membros do Comitê quanto à necessidade de se implementar um ajuste na taxa básica de juros em breve, de forma
a conter o descompasso entre o ritmo de expansão da demanda doméstica e a capacidade produtiva da economia, bem como
para reforçar a ancoragem das expectativas de inflação.
A partir das últimas informações disponíveis, ficou claro que o Copom iniciará o ciclo de aperto monetário na reunião
de abril (dias 27 e 28), restando a dúvida quanto ao ritmo a ser seguido. Pelo teor do último Relatório de Inflação, parece
que o programado para o primeiro movimento está mais para 0,50 p.p., não podendo se descartar um ritmo mais acelerado
(0,75 p.p.) em caso de nova piora no cenário inflacionário. A ata da última reunião do Copom já havia deixado isso claro no
seu parágrafo trinta. Quanto à magnitude do ajuste total na taxa Selic, a projeção de inflação do BC, no cenário de mercado,
próxima ao centro da meta no final de 2011, indicaria algo próximo a 2,50 p.p. Este é o ajuste total com o qual os analistas
de mercado trabalham atualmente para a taxa Selic, ao ritmo de 0,50 p.p., com o início do ciclo de alta na reunião de abril e
término em outubro.
INFLAÇÃO
O índice oficial de inflação, o IPCA do IBGE, apresentou variação de 0,78% em fevereiro, um pouco acima do esperado pelomercado (mediana de 0,81%). As principais pressões de alta no mês vieram dos grupos educação, alimentação e bebidas
e transportes. Nos últimos 12 meses, o IPCA atingiu 4,83%, ante 4,59% até fevereiro e 5,90% no mesmo período de 2009. O
centro da meta de inflação é de 4,5% e o intervalo de variação é de 2 p.p. para baixo e para cima.
Para o IPCA de março, estimamos variação próxima de 0,55%, com forte contribuição de alta do grupo alimentação. Nossa
projeção para o IPCA deste ano aponta inflação no intervalo de 5% a 5,5%.
No tocante às expectativas de inflação dos analistas de mercado, a mediana das previsões para a variação do IPCA deste
ano aumentou de 4,91% no final do fevereiro, para 5,16%. Para 2011, as previsões subiram para 4,7%, ante 4,5% em fevereiro.
ATIVIDADE ECONÔMICA
O destaque ficou por conta da divulgação do Produto Interno Bruto (PIB) do quarto trimestre. O PIB registrou crescimentode 2% em relação ao terceiro trimestre, na série com ajuste sazonal. Pela ótica da oferta, o destaque de alta na margem ficou
com a indústria, com expansão de 4%. Já na ótica da demanda, destaquem-se os desempenhos do investimento, exportações
e importações, com altas de 6,6%, 3,6% e 11,4%, respectivamente.
Comparativamente ao quarto trimestre de 2008, o PIB registrou alta de 4,3%. Entretanto, este resultado não foi suficiente
para compensar as fortes retrações nos trimestres anteriores, o que gerou uma pequena queda do PIB na média do ano, de
0,2% (alta de 5,1% em 2008). Note-se que a variação de estoques respondeu por uma contribuição negativa de 1,6 p.p. sobre
o resultado do PIB em 2009.
Para este ano, nossa projeção inicial aponta crescimento do PIB entre 5,5% e 6%, tendo em vista a perspectiva de
manutenção do crescimento econômico na margem e de um carregamento estatístico bastante favorável, atualmente em
2,7%.
As vendas do comércio varejista iniciaram o ano com crescimento de 2,7% em janeiro, no dado com ajuste sazonal, após
queda de 0,7% em dezembro. Em relação ao mesmo mês do ano passado, as vendas do varejo cresceram 10,4%, levando o
acumulado de 12 meses para 6,2%. Já as vendas do comércio varejista ampliado, que inclui os setores de veículos, motos,
peças e material de construção, apresentaram crescimento de 0,8% em janeiro, na série com ajuste sazonal, após alta de
0,6% no mês anterior. Comparativamente a janeiro de 2009, as vendas do setor ampliado cresceram 10,3%, ao passo que nos
últimos 12 meses, alta de 7,4%.
A produção industrial mostrou crescimento de 1,5% em fevereiro, na série com ajuste sazonal, após alta de 1,2% no mês
anterior. Com o avanço da atividade industrial em fevereiro, a média móvel trimestral mostrou expansão de 0,8%, após ter
ficado praticamente estável em janeiro (0,1%). O destaque ficou com a produção de bens finais, com crescimento acima da
média: de 1,5% para bens de consumo semi e não duráveis e de 1,0% para bens de consumo duráveis, que reverteu dois meses
de queda. Os bens intermediários (0,8%) e os bens de capital (0,6%) também registraram taxas positivas e prosseguiram em
trajetória ascendente.
Comparado a fevereiro de 2009, houve expansão de 18,4% da produção industrial, terceiro resultado consecutivo de dois
dígitos nesse tipo de confronto, refletindo, sobretudo, a baixa base de comparação decorrente dos efeitos da crise econômica
internacional. Assim, o setor industrial acumulou crescimento de 17,2% no primeiro bimestre de 2010, enquanto a taxa
acumulada, nos últimos 12 meses, recuou 2,6%, mas prosseguindo com redução no ritmo de perda. Para este ano, projetamos
expansão da indústria entre 9% e 10%, mais do que compensando a queda registrada em 2009 (-7,4%).
MERCADO DE TRABALHO
A taxa de desocupação nas seis regiões metropolitanas cobertas pela Pesquisa Mensal de Emprego (PME) atingiu 7,4%em fevereiro, 1,1 p.p. abaixo do patamar atingido em fevereiro de 2009, após ter registrado taxa de 7,2% em janeiro. Na série
livre de influências sazonais (o IBGE não divulga, mas o BC cita nas atas do Copom), a taxa ficou em 7,2% em fevereiro (nossa
estimativa), ante 7,5% no mês anterior. Quanto ao rendimento médio real habitualmente recebido pelos trabalhadores,
registrou alta de 0,9% em fevereiro, comparado ao mesmo mês do ano passado.
Dados divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) seguem mostrando evolução no processo de recuperação
do emprego formal (com carteira assinada). Segundo números do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados),
foram criadas 209,4 mil vagas em fevereiro, melhor resultado para o mês desde o inicio da série. Os setores que mais contribuíram positivamente para o resultado foram: serviços (85,6 mil), indústria de transformação (63 mil) e construção civil (34,7 mil). No acumulado do ano, os dados mostram um acréscimo de 390,8 mil empregos (+1,2%) e, nos últimos 12 meses, de 1,5 milhão de postos de trabalho (+4,6%).
CRÉDITO
O volume total das operações de crédito do sistema financeiro atingiu R$1,4 bilhão em fevereiro, expandindo-se 0,8% nomês e 16,8% em doze meses. Como resultado, a relação entre o volume total de empréstimos e o PIB atingiu 44,9%, ante 45%
em janeiro e 40,7% em fevereiro de 2009. Os empréstimos contratados com recursos livres, que correspondem a cerca de dois
terços da carteira total do sistema financeiro, subiram 0,8% no mês e 11,2% em doze meses. Já as operações de crédito com
recursos direcionados cresceram 0,7% no mês e 30,2% em doze meses.
A taxa média de juros do crédito referencial recuou 0,8 p.p. no mês e 7 p.p. em doze meses, atingindo 34,3% a.a. (25,9%
a.a. para empresas e 41,9% a.a. para famílias), o menor nível desde dezembro de 2007. A inadimplência do crédito referencial,
incluídas as operações com atrasos superiores a noventa dias, alcançou 5,3% (3,7% para empresas e 7,2% para famílias).
CONTAS EXTERNAS
As transações correntes registraram déficit de US$ 3,25 bilhões em fevereiro, contra US$ 612 milhões no mesmo mês de2009. Com isso, o déficit em transações correntes em 12 meses subiu para US$ 28,1 bilhões (-1,66% do PIB). Por sua vez, os
investimentos estrangeiros diretos (IED) atingiram ingressos de US$ 2,8 bilhões em fevereiro, acima dos quase US$ 2 bilhões
apurados em fevereiro de 2009. Já as reservas internacionais somaram US$ 243,9 bilhões no final de março, com acréscimo
de US$ 2,7 bilhões frente ao estoque do mês anterior.
Para 2010, o Banco Central elevou sua projeção para o déficit em transações correntes de US$ 40 bilhões para US$ 49
bilhões, explicada principalmente pela piora na projeção para o saldo da balança comercial e aumento nas remessas de lucros
e dividendos. Quanto ao investimento estrangeiro direto, a autoridade monetária manteve a projetação de ingresso de US$ 45
bilhões neste ano.
A balança comercial registrou superávit de US$ 668 milhões em março, após ter superávits de US$ 394 milhões em
fevereiro e US$ 1,8 bilhão em março de 2009. No mês, as exportações brasileiras atingiram US$ 15,7 bilhões e as importações,
US$ 15,1 bilhões. Em 12 meses, o saldo comercial acumulado ficou positivo em US$ 23,2 bilhões (ante US$ 25,2 bilhões no
mesmo período do ano passado). As exportações atingiram US$ 161 bilhões (decréscimo de 15,4% sobre mesmo período do
ano passado), enquanto as importações, US$ 137,8 bilhões (decréscimo de 16,8%).
O Banco Central reduziu sua previsão para o superávit da balança comercial deste ano de US$ 15 bilhões para US$ 10
bilhões.
CONTAS FISCAIS
O setor público consolidado registrou superávit primário de R$ 859 milhões em fevereiro, ante R$ 3,5 bilhões no mesmomês do ano passado. O governo central (Tesouro, BC e INSS) registrou déficit primário de R$ 701 milhões e as empresas
estatais tiveram resultado negativo de R$ 1,6 bilhão, enquanto que os governos regionais (Estados e Municípios) registraram
superávit de R$ 3,1 bilhões. Com isso, em 12 meses, o superávit primário consolidado recuou para R$ 70,7 bilhões (2,2% do
PIB). Recorde-se que a meta para o superávit primário é de 3,3% do PIB em 2010, percentual que pode ser reduzido em até 1,12
p.p., em virtude da implementação dos projetos vinculados ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), dos quais 0,44
p.p. correspondem à conta de restos a pagar de 2009.
No conceito nominal, que inclui o pagamento de juros, o setor público registrou déficit de R$ 13,3 bilhões em fevereiro e
de R$ 101,3 bilhões em 12 meses (3,2% do PIB). O pagamento de juros pelo governo atingiu R$ 14,1 bilhões em fevereiro e R$
172 bilhões em 12 meses (5,4% do PIB).
Por sua vez, a dívida líquida do setor público ficou em R$ 1,34 trilhão (42,1% do PIB) no final de fevereiro, contra R$ 1,32
trilhão no mês anterior (41,6% do PIB).
Cenário Atual do Setor
Reflexão e Motivação do Estudo
A imagem de um banco frequentemente foi associada a agiotagem e baixa entrega de valor ao cliente. Seus produtos eram recebidos com resistência pelos seus clientes. Atualmente, em função da crise vivida pela economia mundial e tendo como os principais responsáveis as instituições financeiras, nos parece que a confiança das pessoas em relação ao setor é uma fragilidade a ser trabalhada. Encarando isso como oportunidade temos a chance de redesenhar o negócio propondo um novo modelo de empresa.
Sustentabilidade nas Instituições Financeiras
Conectividade
“Sabemos que há cinco ou 10 anos isso não estava acontecendo, não havia conectividade, a percepção de que todos os fatos estão ligados.
A partir da década de 90, houve uma mudança na natureza da regulamentação, na prestação de contas. Anteriormente, os governos estabeleciam as regras e vocês e seus clientes as seguiam e tudo bem.
Agora, surgiram novos interessados: a comunidade, seguradoras, a mídia, ONGs, a concorrência e investidores.
Cada um desses interessados tem um conjunto de novas demandas, tanto com relação aos bancos quanto aos clientes com os quais os bancos se relacionam.”
Novas oportunidades
“Não é só uma questão de gestão de risco, mas de transformar o risco em oportunidades, ajudando para que os negócios de seus clientes cresçam e, com isso, fazer com que os negócios dos bancos cresçam também. Essa é a tendência mais fundamental que vemos com relação à sustentabilidade no setor financeiro. Não é apenas com relação a compliance, mas um valor agregado ao cliente. Isso vale tanto para o atacado como para o varejo.”
Investidores
“Se você é um depositante e lê na imprensa sobre desmatamento ou derramamento de óleo financiado pelo seu banco, só pode chegar a duas conclusões. Primeira, o banco ao qual você confia o seu dinheiro não tem nenhuma política. Qual é a reação? Correr o mais rápido que pode para a porta de saída. Ou então, conclusão número dois, o banco tem políticas mas não se preocupa em implementá-las. Nesse caso, a opção é sair correndo e berrando em direção à porta. Situações como essa mexem com o instinto básico do medo que você tem como depositante. Você pensa: ‘A essência dos bancos é ganhar dinheiro e eles vão fazer isso às minhas custas, pois não têm políticas éticas implementadas’. É por isso que essas campanhas são importantes. Os bancos começam a responder, a dizer: ‘Queremos ganhar dinheiro, mas queremos também que as pessoas confiem em nós’. Essa é uma tendência que já começou.”
Novos mercados
“A preferência do consumidor começou a mudar. Não apenas com relação ao setor financeiro, mas em todas as suas decisões de compra. Isso está criando novos mercados.
Você tem várias oportunidades dentro da cadeia de suprimentos para atender às necessidades desse novo consumidor e marcar presença.
A beleza disso tudo é que você não está apenas gerenciando risco, mas criando oportunidades, novos negócios. Sei que muitas pessoas aqui nessa sala já estão fazendo a coisa certa, unindo pessoas e lucros.”
Visão Itau Unibanco : Ser o banco líder em performance sustentável e em satisfação dos clientes (2010)